Por que esse livro expande sua visão de mundo
Iracema é o anagrama de América. Alencar inventa, em prosa rigorosamente trabalhada como verso, o mito fundador do brasileiro: a união entre o europeu e a indígena gerando Moacir, 'o filho do sofrimento' — o primeiro brasileiro. O livro pode ser lido em duas chaves complementares: como obra estética, em que a língua portuguesa se reinventa em ritmo, imagem e musicalidade; e como documento ideológico, em que se constrói uma narrativa romântica de origem, com idealizações e silêncios que ainda hoje merecem ser discutidos. De qualquer modo, é leitura incontornável: ler Iracema é tocar uma das raízes da nossa imaginação nacional.
Como usar na redação
Repertório de altíssimo valor para temas sobre identidade nacional, povos originários, colonização, miscigenação, mito de origem, e a construção literária do Brasil. Modelo de escrita pela prosa poética rigorosa — útil para alunos avançarem no domínio do ritmo e da imagem. Bem trabalhado, escapa do clichê e revela leitor culto.
“Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.”
— José de Alencar, Iracema
Para quem é indicado
Candidatos do ENEM, FUVEST e demais vestibulares, leitores iniciantes na literatura brasileira clássica, e estudantes interessados em discutir identidade nacional e colonização pelo viés literário.
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