Por que esse livro expande sua visão de mundo
Dyonelio Machado constrói, em poucas horas narrativas, um dos retratos mais cortantes da pequena classe média urbana brasileira. Naziazeno percorre a cidade tentando arranjar dinheiro para uma dívida miúda — e nesse percurso aparentemente banal Dyonelio escava a humilhação social, a vergonha do pai diante do filho, a tensão de classe, a burocracia, o jogo, a sordidez das relações afetivas mediadas pelo dinheiro. É um romance modernista, enxuto, psicológico, com técnica narrativa que antecipa o fluxo de consciência refinado por outros autores. Ler 'Os Ratos' é entender que a literatura brasileira tem cumes esquecidos fora do eixo Rio–São Paulo, e que a Porto Alegre dos anos 30 cabe inteira em um único dia angustiado.
Como usar na redação
Repertório literário forte para temas sobre desigualdade, endividamento, vulnerabilidade da classe média, trabalho, dignidade, masculinidade fragilizada, paternidade, e a violência simbólica do cotidiano. Excelente exemplo histórico-literário do Brasil dos anos 1930. Citar Dyonelio Machado é demonstrar repertório fora do óbvio — distingue o candidato.
“Aquela dívida pequena pesa mais do que qualquer fortuna — porque é o tamanho exato da vergonha que cabe num homem.”
Para quem é indicado
Leitores intermediários, candidatos que querem repertório literário brasileiro fora do clichê escolar, e estudantes interessados no modernismo gaúcho e na literatura social dos anos 30.
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