Por que esse livro expande sua visão de mundo
Senhora é, à primeira vista, um romance de amor — mas é, na verdade, uma anatomia cortante da sociedade burguesa do Segundo Reinado. Aurélia, abandonada pelo noivo Fernando Seixas em nome de um dote maior, herda fortuna e usa esse dinheiro para comprá-lo de volta — literalmente, com contrato. Alencar transforma o casamento num negócio, o amor numa transação, e a honra numa moeda. A leitura revela que muito antes do capitalismo financeiro contemporâneo, o Brasil oitocentista já entendia o casamento como pacto patrimonial. A protagonista é uma das mulheres mais fortes da nossa literatura: dona do próprio dinheiro, do próprio orgulho, da própria narrativa.
Como usar na redação
Repertório de altíssimo valor para temas sobre relações afetivas, casamento, condição feminina, dinheiro e moralidade, mercantilização das emoções, machismo estrutural, e o lugar da mulher na sociedade brasileira. Romance canônico, sempre bem-vindo em redação — sobretudo se trabalhado fora do clichê do 'romance romântico'.
“Tu me compraste. Está paga: aqui tens tua escritura. Eu te comprei. Aqui está o teu preço.”
— José de Alencar, Senhora
Para quem é indicado
Candidatos do ENEM, FUVEST e demais vestibulares, leitores que querem entender o século XIX brasileiro, e estudantes interessados em discutir gênero, dinheiro e relações pelo viés literário.
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