Por que esse livro expande sua visão de mundo
Isaías Caminha sai do interior para o Rio com uma carta de recomendação e um sonho de doutor. Encontra um país que diz aceitar o mérito, mas que pratica o contrário: cor da pele, sobrenome e relações pesam mais que qualquer talento. Lima Barreto — ele mesmo mulato, suburbano, tratado com escárnio pela elite letrada — escreve com dor e precisão sobre o racismo educado, a hipocrisia da imprensa, o jornalismo bajulador, a falsidade dos salões e a engrenagem que empurra os Isaías para o ressentimento ou para a mediocridade. É um romance fundador para entender o Brasil real, e uma denúncia que continua viva mais de um século depois.
Como usar na redação
Repertório de altíssimo valor para temas sobre racismo estrutural, meritocracia, mobilidade social, educação, mídia, juventude periférica, e a distância entre o discurso da igualdade e a prática da exclusão. Cite Lima Barreto e ofereça à banca um exemplo histórico-literário potente, ainda subutilizado em redação.
“Eu queria ser doutor. Era preciso. O Brasil só respeita quem tem um título à frente do nome — e não me perdoaria nunca ser apenas Isaías.”
Para quem é indicado
Candidatos do ENEM e vestibulares, leitores que buscam repertório brasileiro com peso social, e estudantes interessados em entender o racismo brasileiro pela literatura.
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