Por que esse livro expande sua visão de mundo
Policarpo Quaresma é o tipo do patriota sincero — estuda tupi, cultiva o sítio com técnicas nacionais, propõe reformas para o bem da pátria — e por isso mesmo é triturado pela máquina política, social e burocrática do Brasil republicano. Lima Barreto, mulato, suburbano, marginalizado pela elite literária do seu tempo, escreve com lucidez ferina sobre o nepotismo, o oportunismo, a hipocrisia da modernização e a violência do Estado contra quem pensa por conta própria. O livro é cômico, trágico e profético: cada página dialoga com o Brasil de hoje. Ler Policarpo é entender que muitos dos nossos impasses não são novos — são estruturais, e Lima já os havia diagnosticado em 1915.
Como usar na redação
Repertório de altíssimo valor para temas sobre identidade nacional, patriotismo, reforma agrária, burocracia, exclusão social, racismo estrutural, Primeira República, populismo, e o descompasso entre projeto de nação e prática política. Excelente exemplo histórico-literário, com a vantagem de Lima Barreto ser autor canônico ainda subaproveitado em redação. Cite-o e se destaque.
“Quaresma tinha sempre, em todos os atos da sua vida, esse pensamento da pátria. Foi o seu único defeito.”
— Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma
Para quem é indicado
Candidatos do ENEM e vestibulares, leitores que querem repertório brasileiro afiado, e qualquer estudante interessado em entender o Brasil pelas suas contradições mais antigas.
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